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Por que as pessoas não valorizam mais o silêncio? Sério, para a maioria delas o silêncio é constrangedor, por isso precisam substituí-lo por palavras inúteis. É claro que em situações formais sempre rola aquele desconforto quando pessoas que não têm intimidade uma com a outra precisam interagir; mas isso não quer dizer que em TODOS os momentos o silêncio deve ser rompido.

Acho que se as pessoas se dessem ao trabalho de olhar em volta com mais atenção, se não se deixassem levar sempre pelo impulso de falar, talvez pudessem experimentar a vida em um nível diferente. Quando não estamos falando, normalmente somos capazes de prestar mais atenção nas coisas e, consequentemente, vê-las com mais clareza. Passamos a conhecer a essência por trás da superfície.

É claro que é muito mais fácil falar sem pensar e sair por aí vivendo relacionamentos que não resistiriam nem mesmo ao menor obstáculo. É o que todo mundo faz na maior parte do tempo. Afinal de contas, somos seres sociáveis e precisamos nos relacionar. É mais do que normal falar besteira, jogar conversa fora, se divertir sem se preocupar, ficar sem compromisso…. não estou dizendo que isso seja errado ou condenável. A questão é que poucas pessoas conseguem harmonizar todas essas coisas com um pouco de reflexão. Por isso vemos tanta gente fútil por aí. Poucos tem a capacidade de observar e analisar com cuidado; chegar a uma conclusão própria.

Gostar de coisas fúteis não faz de ninguém menos inteligente, nem menos “profundo”. Sei que isso é lugar-comum, mas o negócio é “ter discernimento”; saber o que deve ser levado a sério e o que é só diversão ou entretenimento.

Você pode gostar de coisas diferentes; pode ser como a minha amiga Amanda que adora ir pra boate e beber, e no entanto troca tudo por um bom livro. O mais legal de sermos humanos é que podemos agir e pensar de formas tão diversas…e o ideal é justamente que sejamos ecléticos. Quando abrimos nossa mente, nos permitimos experimentar o mundo de várias formas. Cada um tem seus limites, é claro! Ninguém precisa sair por aí experimentando de tudo. E o fato de você olhar para algo por outra perspectiva e conseguir entendê-la não quer dizer que vá concordar com ela ou adotá-la.

Então por que não usamos mais nossa capacidade de compreensão? Por que achamos tão trabalhoso questionar?

Sei lá..comecei a pensar nisso de repente…na verdade, não TÃO de repente assim. Muitas vezes penso nessas coisas; mas hoje estava com vontade de escrever e como isso me veio a mente de novo resolvi tentar tirar algum proveito. As vezes começo a filosofar de uma forma meio desordenada. Tentei expor meu pensamento da melhor forma possível, espero que esteja compreensível e que não tenha sido uma leitura chata pra quem passou por aqui…

Bom, tudo isso me lembrou uma música que eu adoro! Essa letra é bem legal, gosto do sarcasmo que a Lily Allen usa pra falar sobre a futilidade das pessoas.

Lily Allen//”The Fear”

“I want to be rich and I want lots of money
I don’t care about clever I don’t care about funny

(…)

I don’t know what’s right and what’s real anymore
I don’t know how I’m meant to feel anymore
when do you think it will all become clear?
cuz I’m being taken over by The Fear

(…)

Life’s about film stars and less about mothers
It’s all about fast cars and cussing each other
but it doesn’t matter cause I’m packing plastic
and that’s what makes my life so fucking fantastic

And I am a weapon of massive consumption
and it’s not my fault it’s how I’m programmed to function

(…)

Now everything is cool as long as I’m getting thinner (…)”

Não coloquei a letra inteira porque só queria ilustrar um pouco o que acabei de escrever… Por hoje é só, espero conseguir atualizar esse blog com frequência agora!

Hoje finalmente vou postar mais um texto meu, mas dessa vez não é um conto. Esse é um texto informativo, que fiz no primeiro período da faculdade, e que gostei bastante de fazer porque pude escolher o tema.

A volta da dinastia Tudor

Baseando-se na história de Henrique VIII, segundo rei da dinastia Tudor na Inglaterra, o roteirista britânico Michael Hirst criou a aclamada série de televisão “The Tudors”, exibida no Brasil pelo canal People and Arts.

Marcado pelo absolutismo do monarca, o reinado de Henrique VIII durou de 1509 até sua morte, em 1547. Foi um período conturbado para a Inglaterra, que sofreu mudanças significativas, como o seu rompimento com a Igreja Católica e o surgimento da Igreja Anglicana.

Um dos motivos da fama do rei até hoje é o fato de ter se casado seis vezes. Seu primeiro casamento foi com Catarina de Aragão (1485-1536), com quem teve uma filha. Como não conseguiu gerar um herdeiro homem com ela, divorciou-se e se casou com Ana Bolena (1507-1536) – com quem também teve uma filha -, contrariando o papa da época. Henrique alegava que seu casamento com Catarina havia sido amaldiçoado pelo fato de ela ser viúva de seu irmão mais velho, e que por isso não conseguia ter um filho com ela. Como não conseguiu convencer o papa, decidiu romper com a Santa Sé e criar sua própria Igreja, da qual se autodeclarou líder.

“The Tudors” foi ao ar pela primeira vez nos Estados Unidos em 1º de abril de 2007; e, no Brasil, em 7 de outubro do mesmo ano. Foi a estréia mais assistida do canal Showtime – que a exibe nos Estados Unidos – em três anos. Em abril de 2007, o contrato do show foi renovado para a segunda temporada. No mesmo mês, a BBC anunciou que tinha adquirido direitos exclusivos sobre a série no Reino Unido, onde o primeiro episódio foi ao ar em 5 de outubro.

Apesar de ter a trama desenvolvida na Inglaterra, o seriado foi filmado na Irlanda, terra do protagonista Jonathan Rhys-Meyers. Além do ator, a série conta com talentos como os de Maria Doyle Kennedy e Natalie Dormer que interpretam Catarina de Aragão e Ana Bolena, respectivamente.

A primeira temporada do programa mostra os acontecimentos entre 1518 e 1530, quando Herique VIII começa a se envolver com Ana Bolena e desafia o papa, pedindo o divórcio de Catarina. A segunda parte da trama retrata o período que vai de 1531 a 1536, focando o casamento de Henrique com Ana, seus três anos como rainha e sua condenação à morte pelo próprio rei.

Como toda obra de ficção, “The Tudors” não relata os fatos como realmente aconteceram, afinal, visa o entretenimento do público e não uma documentação exata da dinastia. Por isso, apesar do sucesso da série, há quem não tenha gostado nem um pouco da forma como o período histórico vem sendo retratado. A biógrafa da dinastia Tudor, Leanda de Lisle, disse em entrevista para o site This is London (www.thisislondon.co.uk), que a série é mal escrita e extremamente vulgar, e que a história dos Tudor já é apimentada o suficiente e não precisava desta “americanização”. Esta também é a opinião de boa parte dos britânicos. Ainda assim, “The Tudors” já está com a terceira temporada confirmada.

Foto de divulgação da segunda temporada de The Tudors

Texto tosco

Antes de mais nada, quero deixar claro que tenho consciência de que esse texto está tosco. Eu o escrevi ontem, meio que de bobeira, para um trabalho de Técnicas de Comunicação II. O trabalho se resumia em contar uma história contendo essa cena:

Então, aí está meu texto de hoje…ainda será editado, e o título também não é definitivo. Estou aberta a sugestões!!

Beijo roubado

Amélia era uma mulher recatada que vivia de acordo com as normas sociais. Sua vida se resumia ao hospital em que trabalhava como enfermeira. Sonhava em se casar um dia, como todas as mulheres de sua idade. No entanto, nunca havia tido sequer um namorado.

Imaginava que um dia encontraria um bom homem que poderia lhe dar uma vida confortável; mas paixão era algo desconhecido e nem um pouco desejado por ela. Não ansiava  nada além de comodidade. Condenava as mulheres que se aventuravam em romances.

Havia um homem que sempre a observava na rua, mas nunca tinha coragem de falar com ela. Amélia mal o notava; mesmo assim, o interesse dele crescia a cada dia. Até que finalmente, em uma tarde como outra qualquer, o homem decidiu ir até ela quando saía para o almoço. Quando chegou bem perto, seu impulso foi tão forte que, ao invés de falar com ela, como pretendia, o estranho agarrou-a pela cintura e a beijou com intensidade.

Amélia ficou sem fôlego. “O que está acontecendo?”, pensou ela. Mas no segundo seguinte isso já não importava mais. Não conseguia se fixar em nada além do beijo. Não queria nem mesmo saber quem era aquele homem. Não conseguia – e também não queria – lutar contra ele.

Quando o homem a soltou, afastou-se rapidamente. Estava satisfeito com o que fizera, mas não pretendia encontrá-la  novamente. Seu desejo por aquela mulher estava reprimido há tanto tempo que o beijo em si não fora capaz de corresponder a tão altas expectativas.

Já Amélia, que não conseguia sair do lugar, queria ir atrás dele. Sua ousadia e força despertaram nela uma paixão ardente. Mas ele havia sumido na multidão e ela não pôde encontrá-lo. Durante o resto do dia ela ficou atordoada, pensando apenas no beijo. No decorrer da noite seus sonhos repetiam a cena.

No dia seguinte, Amélia acordou determinada a encontrar o estranho que lhe despertara sentimentos tão fortes. Mas não conseguia se lembrar de nenhuma feição daquele homem; então como faria para achá-lo? Depois de pensar por um tempo, decidiu que beijaria quantos homens fossem necessários até encontrar aquele que procurava. Dessa forma, durante o dia continuava sendo Amélia, a recatada enfermeira; mas à noite se transformava em uma mulher sedutora e misteriosa, sempre com um homem diferente, na esperança de achar quem lhe causou aquela mudança.

Como eu disse, tosco.

Início….

É..finalmente tomei a iniciativa!

Ano passado o Aydano Motta, jornalista do Globo, deu uma palestra lá na faculdade. Uma das dicas que ele deu para os futuros jornalistas era justamente criar um blog. Fiquei pensando no assunto, mas acabei não levando a ideia adiante. Agora resolvi tentar. Não sei se vai dar muito certo, mas…

Para saber mais, clique em Sobre o blog e juliamorani.

Todos os comentários e críticas serão muito bem vindos!!!

Bom, isso é só uma introdução. Daqui a pouco em penso em algo para o primeiro post.

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