Depois de andar por ruas que não conhecia, ele entrou no primeiro bar que encontrou. Era um ambiente diferente de todos com os quais estava acostumado; muito próximo àquela imagem de bar que idealizava. Uma espécie de refúgio. Um lugar para se ouvir boa música e jogar conversa fora. As pessoas também eram diferentes, mais misteriosas. Era como se cada uma delas estivesse ali para dividir algo sensacional com os demais. Pediu uma dose de uma bebida qualquer e antes que pudesse perceber, sentiu-se em casa. Era como se tivesse acabado de encontrar a resposta para as perguntas que não saíam de sua cabeça. Como se finalmente descobrisse um significado oculto que sempre estivera à sua frente, esperando apenas um olhar mais minucioso. O tempo que passou ali foi esclarecedor. Mas quando a bebida acabou, o homem acordou. Ao acordar, se deu conta de que aquilo que procurava não estava exatamente em um lugar, mas em muitos lugares. Em experiências que precisava vivenciar, em pessoas que precisava conhecer, em assuntos que precisava dominar. Então, voltou a dormir um pouco mais tranqüilo, mas ainda receoso. Sabia que havia recuperado a força que precisava para, dentro de poucas horas, começar o novo dia que estava por vir; mas ainda não o suficiente para o resto da semana. O resto do ano era algo ainda intangível. Seria necessário mais do que um sonho bom.

Depois de abandonar o blog por vários meses, consegui voltar. Vamos ver se ao encerrar essa maldita série de posts eu consigo finalmente começar a escrever com mais freqüência! A essa altura, provavelmente já perdi meus poucos (porém fiéis) leitores. Mesmo assim, não quero parar de escrever. Então, é com algum esforço que venho aqui hoje publicar o último post (graças a Deus!) sobre o assunto que ninguém aguenta mais, a não ser eu.
Aproveitando a deixa da terceira temporada, venho finalmente falar de “True Blood”. Essa série de vampiros é, na minha opinião, uma das melhores. É também a mais adulta e menos romântica, por mais que tenha uma história de amor no centro da trama.
A série é baseada nos livros “The Southern Vampire Mysteries”, mais conhecidos como “Sookie Stackhouse novels”, escritos pela autora Charlaine Harris. Até agora, foram publicados 10 volumes e ainda não há previsão para o fim da história. Ainda não li os livros, então não posso falar sobre eles, mas tenho muita vontade. O que desanima é que, até agora, só os três primeiros foram traduzidos para português, e a minha preguiça de ler em inglês tem falado mais alto. Até porque, são muuitos volumes, e eu já leio devagar em português… Mas, se alguém tiver interesse, me disseram que vale a pena. E eles são facilmente encontrados no Amazon e no site da Saraiva.
A história é bem interessante, pois nela vampiros vivem abertamente entre humanos, graças ao sangue sintético (True Blood) desenvolvido pelos japoneses. Agora, eles não precisam mais matar pessoas para sobreviver: basta comprar True Blood em lojas, bares, etc. O problema é que nem todos os vampiros querem esse novo tipo de vida; muitos preferem se alimentar da forma tradicional. Assim, enquanto alguns lutam para se integrar à sociedade e outros continuam matando, muitos humanos preferem não conviver com esses seres.
Nesse contexto, temos a protagonista, Sookie Stackhouse, que é uma garçonete que possui o dom de ler a mente das pessoas. Ela acaba se apaixonando pelo vampiro Bill, que acaba de voltar à cidade fictícia de Bom Temps, em Louisiana. Acho a escolha do lugar excelente. O sul dos Estados Unidos tem mesmo uma atmosfera apropriada para esse tipo de história. A própria abertura da série utiliza várias imagens dessa região, fazendo uma montagem de situações contraditórias que remetem ao mistério e ao sobrenatural. Sem contar que adoro o sotaque dos personagens… hahaha
True Blood voltou mês passado com a terceira temporada, que por sinal está muito boa! Ao que tudo indica, estaremos mais próximos de descobrir mais sobre a Sookie – ninguém sabe exatamente o que ela é, já que ela tem vários “poderes” sobre-humanos. O sangue e o sexo continuam, daquela mesma forma exagerada e meio tosca que caracteriza a série. Além, é claro, do humor negro que eu adoro e que está presente até nas propagandas.
Então é isso! Nem acredito que terminei!!! Espero conseguir voltar logo com outro texto, sobre qualquer coisa que não seja vampiros!

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Olá!
Preciso confessar que estava enrolando muito pra postar novamente. O motivo? Não aguento mais escrever sobre vampiros! hahaha
Ainda não cansei das histórias em si, mas quatro posts seguidos com o mesmo tema é bem cansativo (imagino que não só pra mim, mas pra vocês também). Quando me propus a escrever a série de posts, não pensei que o tempo entre cada um deles seria tão longo. Minha intenção era fazer algo mais rápido. Como demorei demais, a coisa ficou cansativa e acabei perdendo um pouco o ânimo de vir aqui escrever sobre o mesmo assunto. Mesmo assim, não quero desistir na metade; por isso venho hoje publicar o penúltimo (aeee!) post vampiresco.

Stefan, Elena e Damon
Hoje o assunto é “Vampire diaries”. De longe é a trama mais fraquinha das quatro que escolhi, mas mesmo assim gosto bastante. Li o livro ano passado, antes de estrear a série na Warnner, e detestei. Tanto que não quis nem saber a continuação da história; li só o primeiro volume mesmo.
Como todo o mundo dizia que a série era totalmente diferente do livro, resolvi conferir. Realmente muita coisa foi mudada, e eu acabei adorando a nova versão. Na verdade, a história nem é nada demais. E eu recomendo que a assistam sem poder dar muitos argumentos a seu favor, já que nem eu sei porque gosto tanto.
Como de costume, vou colocar aqui a sinopse, para aqueles que não sabem bem do que estou falando:
“Quatro meses após o trágico acidente de carro que matou seus pais, Elena Gilbert, que tem 17 anos, e seu irmão, Jeremy, que tem 15 anos, ainda estão aprendendo a lidar com o luto e continuar suas vidas. Elena sempre foi popular, bonita, e bem relacionada, possuindo muitos amigos. Ela agora tenta esconder esconder sua tristeza do mundo. Quando o novo ano escolar começa, Elena e suas colegas ficam fascinadas por um misterioso e charmoso novo colega, Stefan Salvatore.
Stefan e Elena imediatamente se aproximam, sem que a garota saiba que Stefan é um vampiro com centenas de anos de idade, lutando por uma vida pacífica entre os humanos, enquanto seu irmão, Damon Salvatore, é a personificação da violência e brutalidade dos vampiros. Os dois vampiros estão em guerra pelo amor de Elena.” (Wikipédia)
Essa é a sinopse da série, mas até aí só o que muda é o fato desse irmão da Elena não existir no livro. Na história original ela tem uma irmã de 5 anos, mas na adaptação optaram por algo que dá mais audiência: um adolescente viciado em drogas…hahaha
Para quem tiver interesse em assistir à série, já aviso que ela só começa a ficar boa lá pelo quinto ou sexto episódio. A partir daí a trama vai ficando bem mais interessante e, no decorrer dos episódios, vai ficando também meio bizarra…mas vale a pena!
Quanto ao livro, continuo sem vontade de ler o resto; mas me disseram que também vai melhorando a cada volume.
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Olá! Depois de muito tempo sem postar, finalmente consegui dar continuidade a essa série sobre vampiros. Seguindo a ordem, hoje falarei sobre “Crepúsculo”. Isso mesmo, a febre do momento. Apesar de muitos odiarem a saga, não me envergonho nem um pouco de dizer que sou fã.
Algumas pessoas dizem que para escrever como a Stephenie Meyer basta pegar tudo o que você sabe sobre vampiros e jogar fora. Ela criou em “Crepúsculo” uma nova concepção de vampiro, o que incomodou muita gente. Eu penso o seguinte: o livro é dela, ela escreve como quiser; você não gosta? Então não leia! É. Simples assim! Desculpe minha opinião curta e grossa, é que convivo com muitas dessas pessoas e estou cansada de discutir isso…
Eu entendo a frustração da maioria dos fãs de vampiros. Sei que é chato quando a gente gosta muito de uma coisa e chega alguém que desconstrói toda aquela imagem. Mas ao mesmo tempo acho legal o que ela fez. Ela conseguiu criar uma história diferente de todas as outras que vemos por aí, apesar de usar muitos clichês. Além disso, na minha humilde opinião, o livro continuaria sendo muito bom mesmo sem os vampiros. Se fosse apenas um romance entre reles mortais, pelo menos EU ia continuar gostando. Até porque o Edward não é nem vampiro e nem humano, e sim uma figura masculina totalmente idealizada. O que por si só já conquistaria uma legião enorme de fãs.
Quando iniciei essa série de posts, disse que estava adorando essa moda de vampiros. Aí meu amigo Victor comentou dizendo o seguinte: “discordo… quero q essa moda seja passageira e suma mais rápido q pepê e nenêm
^^
pq apenas os verdadeiros amantes dessas obras (não dessas em específico, estou falando do vampirismo em si) permanecerão… os fãs loucos sem cérebro vão se agarrar a qualquer outra porcaria e nunca ter um vínculo com o que é e do q se trata o assunto….”
Concordo com ele. Detesto quando sou fã de alguma coisa que poucos conhecem, até que vira “modinha” e acham que você só gosta porque todo mundo gosta! Ou então quando seu livro preferido vira filme e as pessoas preguiçosas que não leram uma linha da história original se dizem SUPER FÃS! Sou traumatizada até hoje por Harry Potter ter virado moda. Era tão bom quando podia conversar sobre os livros com outras poucas pessoas de 12 anos de idade que também liam… Enfim, precisei tocar no assunto pelo seguinte: “Crepúsculo” cativou muitos leitores de uma geração que quase não lê. Isso se deve, principalmente, ao fato de ter virado moda – embora eu odeie admitir. Por mais que isso seja uma coisa boa, odeio pensar que grande parte dos leitores da saga vai tomar o modelo de vampiro construído pela Stephenie como parâmetro sempre que pensar nesses seres.
Quando eu disse que estava adorando essa moda, é porque assim várias outras histórias desse tipo vêm à tona, o que não aconteceria normalmente. E por sorte estou gostando de muitas dessas histórias. Como já disse aqui, eu adoro vampiros. Não posso dizer que sei tudo sobre eles ou que sou a maior fã, mas eles sempre me atraíram. Gosto de histórias envolvendo qualquer tipo de magia ou sobrenatural – admito que se tiver romance junto gosto mais ainda. O que quero dizer é que gosto desde os vampiros “tradicionais” até os “atuais”. Gosto de conhecer histórias diferentes e não vejo nada de errado em modificar características pré-estabelecidas de criaturas fictícias…
Bom, acho que por hoje chega né? Ainda tenho mais dois posts com esse tema pela frente e se me empolgar mais nesse vou acabar sem assunto depois. Beijos para todos, obrigada pelos comentários e desculpa pela demora!
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Como prometido, começo agora o primeiro post da série “posts de vampiros” (leia o post anterior para saber mais).
Como falar dos vampiros atuais sem mencionar Anne Rice, uma das maiores escritoras desse segmento? Anne escreveu duas séries sobre vampiros: “Crônicas vampirescas” (“The vampire chronicles”) e “Novos contos de vampiros” (“New tales of the vampires”). Dois dos livros da primeira série foram adaptados para o cinema: “Entrevista com o vampiro” e “A rainha dos condenados”. E é justamente dessas duas histórias que vou falar aqui. Caso alguém não tenha assistido ou não se lembre de “Entrevista com o vampiro”, vou colocar aqui a sinopse:
“O filme conta a história de Louis (Brad Pitt), um vampiro que foi transformado no século XVIII por Lestat (Tom Cruise). Enquanto Lestat acredita que deu a Louis a maior dádiva que pode existir, este acredita que na verdade foi condenado ao inferno. Ele passa sua vida imortal à procura de um significado para a sua condição.” (Wikipédia)
Não há romance nessa trama; nada de amor entre vampiro e mortal como em todas as outras dessa série de posts. Mas, como eu disse no post anterior, temos essa constante luta do vampiro que tenta recuperar sua humanidade. Louis não consegue e não quer se adaptar a sua nova vida. Esforça-se ao máximo para negar a natureza do ser que se tornou. Lestat não entende e não admite o comportamento de Louis e faz de tudo para convencê-lo de que não há nada de errado em matar humanos para se alimentar.
Obs: O roteiro de “Entrevista com o vampiro” foi escrito pela própria Anne.
O filme “A rainha dos condenados” não teve a mesma repercussão que seu antecessor. Ele conta a história de Lestat, que dessa vez não é interpretado por Tom Cruise, mas por um ator pouco conhecido chamado Stuart Towsend. Particularmente, acho ele muito melhor que o Tom Cruise para o papel! Vamos à sinopse:
“Lestat, após acordar de um sono que durou muitos anos, se depara com um mundo completamente diferente do que conhecia. Após se acostumar com o ‘novo mundo’ ele se torna um astro do rock, mas então ele descobre que a rainha dos vampiros, Akasha, quer que ele se torne seu rei.” (Wikipédia)
Nesse filme, Lestat levanta uma questão interessante: Se os vampiros é que são os “poderosos”, por que precisam se esconder dos humanos? Então ele resolve sair de seu sono ao perceber como o mundo está diferente agora (o livro é de 1988, mas o filme é de 2002). Como ele mesmo diz, agora novos Deuses são adorados: os astros do rock. Sua intenção é se tornar um deles. Lestat é muito vaidoso e seu desejo de ser idolatrado acaba despertando Akasha. Os dois têm personalidades muito parecidas e ela o acha digno de reinar ao seu lado.
No meio dessa história toda, surge o interesse mútuo entre Lestat e Jesse, uma humana que trabalha em um instituto de pesquisas sobrenaturais. Lestat precisa decidir se vai “dominar o mundo” ao lado de Akasha ou se deixar levar pelo que sente por Jesse.
O que eu acho muito legal no Lestat é o fato de ele não ser nem um pouco “bonzinho”. Em nenhum momento ele tenta ser mais humano e nem ao menos pensa na possibilidade de se alimentar de sangue de animal. Gosto muito disso porque a autora explora o romance entre ele e Jesse sem precisar mudar sua condição de vampiro.
Em termos cinematográficos, sei que esse filme é ruim e bem tosco. Mesmo assim, eu o ADORO e assisto quantas vezes puder!
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Não é novidade para ninguém que os vampiros estão na moda. Particularmente, estou ADORANDO essa moda. Acho que as pessoas sempre se sentiram atraídas pela figura do vampiro; mas o que foi que aconteceu para que eles ressurgissem agora, e conquistando uma legião tão grande de fãs? Não sei exatamente o motivo do ressurgimento, mas não é difícil imaginar o porquê desse sucesso.
Bem, esses seres são originalmente conhecidos por algumas características básicas com as quais todos estão familiarizados. Alguns autores muito espertos tiveram a idéia de se apropriar dessa figura lendária, mudar algumas de suas características e inseri-la em uma trama romântica. Cada história tem um enredo diferente, e em cada uma delas vemos peculiaridades em seus vampiros. Mas o ponto-chave é o mesmo em todas elas: além do romance entre vampiro e mortal, todas tentam recuperar a humanidade desse ser originalmente sanguinário.
Nos romances atuais, eles tentam a todo custo negar sua natureza – um prato cheio para Nietzsche e Schopenhauer hahaha -; tentam se alimentar apenas de sangue de animais, ou até mesmo de um sangue sintético (como nos livros que deram origem à série “True Blood”). São capazes de possuir valores e sentimentos humanos. Como eu não resisto a um bom romance, principalmente regado com um pouco de sangue, estou iniciando agora uma série de posts sobre vampiros. A princípio, devo seguir a seguinte ordem:
- Os vampiros da Anne Rice
- Saga Crepúsculo
- Vampire Diaries (livro e série de TV)
- Sookie Stackhouse novels / True Blood
Para que o conteúdo do blog seja sempre variado, não vou me estender além desses quatro tópicos. Espero que vocês gostem dos posts, mesmo os que são contra essas novas versões de vampiros.
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“Tom: Did you ever even have a boyfriend?
Summer: Of course.
Tom: What happened, why didn’t they work out?
Summer: What always happens: life.”
Esse é um pequeno trecho do filme “500 dias com ela” (“500 days of Summer”). Eu o assisti no cinema (há mais de um mês já..) e adorei. O filme é melhor do que eu imaginava; nada dessas comédias românticas clichês. Pelo contrário! Ele me fez pensar em algumas coisas que eu já estava questionando há algum tempo. E acabou me inspirando para o texto de hoje. Aqui vai a sinopse:
“Quando Tom, azarado escritor de cartões comemorativos e românticos sem esperanças, fica sem rumo depois de levar um fora da namorada Summer, ele volta a vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar entender o que deu errado. Suas reflexões acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida.”
O filme é muito engraçado, e já começa pelo seguinte fato: Tom sempre acreditou que só seria feliz quando encontrasse a garota certa. Enquanto para Summer, o amor não passa de uma fantasia.
Assim como o Tom, cresci acreditando naquele amor dos contos de fadas. Sempre tive certeza de que um dia encontraria uma pessoa que amaria para sempre. É nisso que dá crescer vendo filmes da Disney! Nós meninas, principalmente, passamos a acreditar em príncipes encantados, beijos de amor verdadeiro, e outras coisas do gênero. Mas o que acontece com essas meninas quando elas crescem e conhecem homens reais? Eu digo o que acontece: elas se decepcionam! E é muito chato quando tudo em que acreditamos a vida toda passa a ser desmistificado…
Seria mais fácil acreditar na efemeridade dos sentimentos, na finitude do amor verdadeiro. Afinal, para que uma coisa seja verdadeira, não precisa necessariamente ser eterna. Mas por que então temos essa mania de querer eternizar tudo? Por que, para a maioria das pessoas (e sim, pra mim também), é tão difícil aceitar o fim? Sinceramente, não sei.
O que eu sei é que tendemos a idealizar pessoas e o que sentimos por elas. E isso torna tudo mais difícil. Por outro lado, também torna tudo mais bonito e poético. Acho que as coisas não teriam a mesma graça sem um pouco de romance, sonho, ilusão…Além disso, será que é tão absurdo assim duas pessoas se amarem por uma vida inteira, como nos livros e nos filmes? Será que o amor é só uma fantasia; algo criado pelos homens?
Para mim, o romance é fundamental. Adoro uma história bem melosa ou uma tragédia shakespeariana. Acho que mesmo que eu venha a me decepcionar inúmeras vezes, nunca vou deixar de acreditar na possibilidade de um amor como o dos contos de fadas. É claro que as coisas acontecem de forma BEM diferente na vida real; e muitas vezes a realidade pode sim ser melhor que a fantasia! Acho que é legal a gente sonhar e idealizar, contanto que isso não nos impeça de ser feliz com o que é real.
Não dá pra ficar sentada, esperando o príncipe chegar em seu cavalo branco e achar que vai ser “feliz pra sempre”. Na vida real, a gente CONQUISTA o príncipe, beija alguns sapos e dá duro para que os momentos de felicidade superem as brigas. Acho que isso pode até ser bom. Acho que faz com que a felicidade seja “merecida”, porque foi conquistada com algum esforço. Afinal, se você quer ter êxito em qualquer coisa na vida, precisa batalhar por isso não é? Por que no amor seria diferente? Nenhuma relação dá certo sem esforço.
Agora, voltando ao filme…
Quem me conhece, sabe que adoro essas comédias românticas da “indústria cultural”. Mas o meu gosto pra filmes é realmente bem diverso, e acho que todas as pessoas (ou pelo menos quase todas) que lêem esse blog vão gostar de “500 dias com ela”. As piadas são muito boas, a trilha sonora é perfeita para o filme, os atores são ótimos e a história então, nem se fala! Juro que não é um romance daqueles que eu adoro e meus amigos homens odeiam. Hahaha Aliás, logo no início do filme o locutor já vai logo avisando que “essa não é uma história de amor”. Então, quem não viu no cinema, espera chegar em DVD ou faça uso de “recursos internéticos” (termo usado por um professor meu, pra não dizer que baixa as coisas). É isso. Sei que esse post já está gigante, mas mesmo assim ainda vou deixar aqui o trailer do filme pra quem quiser conferir:
*Ah, o título desse post se refere a uma parte do filme que eu gosto bastante. A Summer pergunta se o Tom realmente acredita em amor, e ele responde: “It’s love, it’s not Santa Claus!”
Vou colocar o trailer sem legenda também, porque é melhor do que esse outro.
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Por que as pessoas não valorizam mais o silêncio? Sério, para a maioria delas o silêncio é constrangedor, por isso precisam substituí-lo por palavras inúteis. É claro que em situações formais sempre rola aquele desconforto quando pessoas que não têm intimidade uma com a outra precisam interagir; mas isso não quer dizer que em TODOS os momentos o silêncio deve ser rompido.
Acho que se as pessoas se dessem o trabalho de olhar em volta com mais atenção, se não se deixassem levar sempre pelo impulso de falar, talvez pudessem experimentar a vida em um nível diferente. Quando não estamos falando, normalmente somos capazes de prestar mais atenção nas coisas e, consequentemente, vê-las com mais clareza. Passamos a conhecer a essência por trás da superfície.
É claro que é muito mais fácil falar sem pensar e sair por aí vivendo relacionamentos que não resistiriam nem mesmo ao menor obstáculo. É o que todo mundo faz na maior parte do tempo, mesmo aqueles que “vêem mais além”. Afinal de contas, somos seres sociáveis e precisamos nos relacionar. É mais do que normal falar besteira, jogar conversa fora, se divertir sem se preocupar, ficar sem compromisso….não estou dizendo que isso seja errado ou condenável. A questão é que poucas pessoas conseguem harmonizar todas essas coisas com um pouco de reflexão. Por isso vemos tanta gente fútil por aí. Poucos tem a capacidade de observar e analisar com cuidado; chegar a uma conclusão própria.
Gostar de coisas fúteis não faz de ninguém menos inteligente, nem menos “profundo”. Uma pessoa pode assistir Gossip Girl, ouvir Britney Spears e se apaixonar por Matrix (yeah, that’s me! haha). Sei que isso é lugar-comum, mas o negócio é “ter discernimento”; saber o que deve ser levado a sério e o que é só diversão ou entretenimento.
Você pode gostar de coisas diferentes; pode ser como a minha amiga Amanda que adora ir pra boate e beber, e no entanto troca tudo por um bom livro. O mais legal de sermos humanos é que podemos agir e pensar de formas tão diversas…e o ideal é justamente que sejamos ecléticos. Quando abrimos nossa mente, nos permitimos experimentar o mundo de várias formas. Cada um tem seus limites, é claro! Ninguém precisa sair por aí experimentando de tudo. E o fato de você olhar para algo por outra perspectiva e conseguir entendê-la não quer dizer que vá concordar com ela ou adotá-la.
Então por que não usamos mais nossa capacidade de compreensão? Por que achamos tão trabalhoso questionar?
Sei lá..comecei a pensar nisso de repente…na verdade, não TÃO de repente assim. Muitas vezes penso nessas coisas; mas hoje estava com vontade de escrever e como isso me veio a mente de novo resolvi tentar tirar algum proveito. As vezes começo a filosofar de uma forma meio desordenada. Tentei expor meu pensamento da melhor forma possível, espero que esteja compreensível e que não tenha sido uma leitura chata pra quem passou por aqui…
Bom, tudo isso me lembrou uma música que eu adoro! Essa letra é bem legal, gosto do sarcasmo que a Lily Allen usa pra falar sobre a futilidade das pessoas.
Lily Allen//”The Fear”
“I want to be rich and I want lots of money
I don’t care about clever I don’t care about funny
(…)
I don’t know what’s right and what’s real anymore
I don’t know how I’m meant to feel anymore
When do you think it will all become clear?
Cuz I’m being taken over by The Fear
(…)
Lifes about film stars and less about mothers
It’s all about fast cars and passing each other
But it doesn’t matter cause I’m packing plastic
and that’s what makes my life so fucking fantastic
And I am a weapon of massive consumption
and it’s not my fault it’s how I’m programmed to function
(…)
Now everything is cool as long as I’m getting thinner (…)”
Não coloquei a letra inteira porque só queria ilustrar um pouco o que acabei de escrever… Por hoje é só, espero conseguir atualizar esse blog com frequência agora!
Beijoss.
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Hoje finalmente vou postar mais um texto meu, mas dessa vez não é um conto. Esse é um texto informativo, que fiz no primeiro período da faculdade, e que gostei bastante de fazer porque pude escolher o tema.
Ah, peço desculpas de novo pela péssima diagramação, mas ainda não sei mexer nisso direito…
A volta da dinastia Tudor
Baseando-se na história de Henrique VIII, segundo rei da dinastia Tudor na Inglaterra, o roteirista britânico Michael Hirst criou a aclamada série de televisão “The Tudors”, exibida no Brasil pelo canal People and Arts.
Marcado pelo absolutismo do monarca, o reinado de Henrique VIII durou de 1509 até sua morte, em 1547. Foi um período conturbado para a Inglaterra, que sofreu mudanças significativas, como o seu rompimento com a Igreja Católica e o surgimento da Igreja Anglicana.
Um dos motivos da fama do rei até hoje é o fato de ter se casado seis vezes. Seu primeiro casamento foi com Catarina de Aragão (1485-1536), com quem teve uma filha. Como não conseguiu gerar um herdeiro homem com ela, divorciou-se e se casou com Ana Bolena (1507-1536) – com quem também teve uma filha -, contrariando o papa da época. Henrique alegava que seu casamento com Catarina havia sido amaldiçoado pelo fato de ela ser viúva de seu irmão mais velho, e que por isso não conseguia ter um filho com ela. Como não conseguiu convencer o papa, decidiu romper com a Santa Sé e criar sua própria Igreja, da qual se autodeclarou líder.
“The Tudors” foi ao ar pela primeira vez nos Estados Unidos em 1º de abril de 2007; e, no Brasil, em 7 de outubro do mesmo ano. Foi a estréia mais assistida do canal Showtime – que a exibe nos Estados Unidos – em três anos. Em abril de 2007, o contrato do show foi renovado para a segunda temporada. No mesmo mês, a BBC anunciou que tinha adquirido direitos exclusivos sobre a série no Reino Unido, onde o primeiro episódio foi ao ar em 5 de outubro.
Apesar de ter a trama desenvolvida na Inglaterra, o seriado foi filmado na Irlanda, terra do protagonista Jonathan Rhys-Meyers. Além do ator, a série conta com talentos como os de Maria Doyle Kennedy e Natalie Dormer que interpretam Catarina de Aragão e Ana Bolena, respectivamente.
A primeira temporada do programa mostra os acontecimentos entre 1518 e 1530, quando Herique VIII começa a se envolver com Ana Bolena e desafia o papa, pedindo o divórcio de Catarina. A segunda parte da trama retrata o período que vai de 1531 a 1536, focando o casamento de Henrique com Ana, seus três anos como rainha e sua condenação à morte pelo próprio rei.
Como toda obra de ficção, “The Tudors” não relata os fatos como realmente aconteceram, afinal, visa o entretenimento do público e não uma documentação exata da dinastia. Por isso, apesar do sucesso da série, há quem não tenha gostado nem um pouco da forma como o período histórico vem sendo retratado. A biógrafa da dinastia Tudor, Leanda de Lisle, disse em entrevista para o site This is London (www.thisislondon.co.uk), que a série é mal escrita e extremamente vulgar, e que a história dos Tudor já é apimentada o suficiente e não precisava desta “americanização”. Esta também é a opinião de boa parte dos britânicos. Ainda assim, “The Tudors” já está com a terceira temporada confirmada.
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Antes de mais nada, quero deixar claro que tenho consciência de que esse texto está tosco. Eu o escrevi ontem, meio que de bobeira, para um trabalho de Técnicas de Comunicação II. O trabalho se resumia em contar uma história contendo essa cena:

Então, aí está meu texto de hoje…ainda será editado, e o título também não é definitivo. Estou aberta a sugestões!!
Beijo roubado
Amélia era uma mulher recatada que vivia de acordo com as normas sociais. Sua vida se resumia ao hospital em que trabalhava como enfermeira. Sonhava em se casar um dia, como todas as mulheres de sua idade. No entanto, nunca havia tido sequer um namorado.
Seu pensamento era moralista. Imaginava que um dia encontraria um bom homem que poderia lhe dar uma vida confortável; mas paixão era algo desconhecido e nem um pouco desejado por ela. Não ansiava nada além de comodidade. Condenava as mulheres que se aventuravam em romances.
Havia um homem que sempre a observava na rua, mas nunca tinha coragem de falar com ela. Amélia mal o notava; mesmo assim, o interesse dele crescia a cada dia. Até que finalmente, em uma tarde como outra qualquer, o homem decidiu ir até ela quando saía para o almoço. Quando chegou bem perto, seu impulso foi tão forte que, ao invés de falar com ela, como pretendia, o estranho agarrou-a pela cintura e a beijou com intensidade.
Amélia ficou sem fôlego. “O que está acontecendo?”, pensou ela. Mas no segundo seguinte isso já não importava mais. Não conseguia se fixar em nada além do beijo. Não queria nem mesmo saber quem era aquele homem. Não conseguia – e também não queria – lutar contra ele.
Quando o homem a soltou, afastou-se rapidamente. Estava satisfeito com o que fizera, mas não pretendia encontrá-la novamente. Seu desejo por aquela mulher estava reprimido há tanto tempo que o beijo em si não fora capaz de corresponder a tão altas expectativas.
Já Amélia, que não conseguia sair do lugar, queria ir atrás dele. Sua ousadia e força despertaram nela uma paixão ardente. Mas ele havia sumido na multidão e ela não pôde encontrá-lo. Durante o resto do dia ela ficou atordoada, pensando apenas no beijo. No decorrer da noite seus sonhos repetiam a cena.
No dia seguinte, Amélia acordou determinada a encontrar o estranho que lhe despertara sentimentos tão fortes. Mas não conseguia se lembrar de nenhuma feição daquele homem; então como faria para achá-lo? Depois de pensar por um tempo, decidiu que beijaria quantos homens fossem necessários até encontrar aquele que procurava. Dessa forma, durante o dia continuava sendo Amélia, a recatada enfermeira; mas a noite se transformava em uma mulher sedutora e misteriosa, sempre com um homem diferente, na esperança de achar quem lhe causou aquela mudança.
Como eu disse, tosco! huahuahua
Beijo roubado
Amélia era uma mulher recatada que vivia de acordo com as normas sociais. Sua vida se resumia ao hospital em que trabalhava como enfermeira. Sonhava em se casar um dia, como todas as mulheres de sua idade. No entanto, nunca havia tido sequer um namorado.
Seu pensamento e sua conduta eram moralistas. Imaginava que um dia encontraria um bom homem que poderia lhe dar uma vida confortável; mas paixão era algo desconhecido e nem um pouco desejado por ela. Não ansiava por nada além de comodidade. Condenava as mulheres que se aventuravam em romances.
Havia um homem que sempre a observava na rua, mas nunca tinha coragem para falar com ela. Amélia mal o notava; mesmo assim, o interesse dele crescia a cada dia. Até que finalmente, em uma tarde como outra qualquer, o homem tomou coragem e foi até ela quando saía para o almoço. Quando chegou bem perto, seu impulso foi tão forte que, ao invés de falar com ela, como pretendia, o estranho agarrou-a pela cintura e a beijou com intensidade.
Amélia ficou sem fôlego. “O que estava acontecendo?”, pensou ela. Mas no segundo seguinte isso já não importava mais. Não conseguia se fixar em nada além do beijo. Não queria nem mesmo saber quem era aquele homem. Não conseguia – e também não queria – lutar contra ele.
Quando o homem a soltou, afastou-se rapidamente. Estava satisfeito com o que fizera, mas não pretendia encontrá-la de novo. Seu desejo por aquela mulher estava reprimido há tanto tempo, que o beijo em si não fora capaz de corresponder a tão altas expectativas.
Já Amélia, que não conseguia sair do lugar, queria ir atrás dele. Sua ousadia e força despertaram nela uma paixão ardente. Mas ele havia sumido na multidão e ela não pôde encontrá-lo. Durante o resto do dia ela ficou atordoada, pensando apenas no beijo. No decorrer da noite seus sonhos repetiam a cena.
No dia seguinte, Amélia acordou determinada a encontrar o estranho que lhe despertara sentimentos tão fortes. Mas não conseguia se lembrar de nenhuma feição daquele homem; então como faria para achá-lo? Depois de pensar por um tempo, decidiu que beijaria quantos homens fossem necessários até encontrar aquele que procurava. Dessa forma, durante o dia continuava sendo Amélia, a recatada enfermeira; mas a noite se transformava em uma mulher sedutora e misteriosa, sempre com um homem diferente, na esperança de achar quem lhe causou aquela mudança.
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